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Usina Hidrelétrica de Itaipú

O projeto
Usina Hidrelétrica de Itaipú
Localização
Fronteira entre o Brasil e o Paraguai
Inauguração
1982
Materiais

A Usina Hidrelétrica de Itaipú está localizada no Rio Paraná, no trecho de fronteira entre o Brasil e o Paraguai, 14 km ao norte da Ponte da Amizade. A potência instalada da usina é de 12.600 MW.

O projeto de Itaipu foi desenvolvido pelo consórcio - paraguaio (Camargo Corrêa, Cetenco, CBPO, Andrade Gutierrez, Mendes Junior, Barril Hermanos, Cia. General de Construcciones, Ecca S/A, Ing. Civil Hermann Baumann e Jimeñes Gaona & Lima), com a coordenação do consórcio americano (international Engineering Company – IECO, de São Francisco) e italiano (Eletroconsult spA-ELC de Milão).

Existem no mundo outras barragens maiores, com mais de 200m, porém de outros tipos: barragens de enrocamento, barragem de concreto de gravidade, barragem de terra etc. A Itaipu é denominada “barragem de gravidade aliviada”, barragens de 100m de altura.

Há muitos anos, tanto o Brasil quanto o Paraguai têm conhecimento do enorme potencial hidrelétrico do Rio Paraná no trecho entre os dois países.

A “Ata de Iguaçu”, nome dado ao trabalho em conjunto dos países, estabelecia que a potência elétrica a ser produzida seria igualmente dividida entre Brasil e Paraguai, sendo, entretanto, dado o direito de preferência de aquisição por preço justo.

Para a realização da obra, foi necessário desviar o rio Paraná. O canal escavado em rocha possui mais de 1.300 m³ de comprimento e exigiu cerca de 22 milhões de m³ de escavação. De toda essa rocha escavada, 9 milhões de m³ foram utilizados na barragem de enrocamento e o restante como agregado para cimento.

Para garantir a qualidade da água do reservatório e, também, para preservar a fauna e a flora da região, a Itaipu Binacional manteve toda a floresta nativa existente e reflorestou as áreas que encontrou já devastadas pela prática agrícola, onde 20 milhões de mudas de árvores foram plantadas na faixa de proteção do reservatório.

Além disso, a empresa adota medidas para reaproveitar e reciclar materiais. Incentiva práticas ecologicamente corretas na agricultura, na pesca e até nas atividades de lazer e dá uma ênfase especial à prevenção da saúde dos moradores vizinhos ao Lago de Itaipu.

Na barragem de contrafortes, os blocos de altura inferior a 50 m foram construídos sem juntas longitudinais de contração.

Com isso as tensões de tração poderiam se tornar maiores que a resistência do concreto. De fato, em alguns blocos surgiram fissuras verticais, partindo das fundações, 12 a 18 meses após o lançamento do concreto. Essas fissuras foram injetadas com epóxi sob alta pressão nos meses mais frios de 1981.

Esse evento levou a admitir juntas de contração nos blocos entre cabeça e alma e, na interface, foram previstas armaduras em todos os casos em que a providência ainda poderia ser tomada.

Um importante fornecimento para esta obra foram 900 toneladas de aditivos para concreto fabricados pela Otto Baumgart, e, também, cerca de 10 toneladas de resinas epóxicas (Compound S), para serviços de revestimentos e reparos da estrutura.

Uma grande quantidade de aditivos se for considerado que, para cada saco de cimento usado na obra, foram aplicados apenas de 25 a 100 gramas de aditivo.

Dentre os aditivos fornecidos destacam-se os incorporadores de ar Cemix-Air e o plastificante retardador de pega Retard.

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